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sábado, 20 de outubro de 2012

Ensino 3.0: um nome, uma ideia


             Caros leitores, o objetivo desta postagem é lhes permitir entender o porquê do nome de nosso Blog. Para isso, precisamos de um breve panorama histórico sobre a educação.
Creio que a maioria de vocês passou por um processo tradicional de ensino: ir para a escola todo dia, ouvir o que o professore tem a nos dizer, fazer exercícios para treinar, fazer uma prova para mostrar que sabemos o conteúdo, passar de ano e repetir tudo de novo.
            Esse é o método aplicado há anos em diversas escolas e, em muitos casos, já deu muito certo. Com o advento das redes sociais, no entanto, alguns educadores começaram a questionar a capacidade de abrangência dos métodos de ensino que utilizavam. Sentia-se a necessidade de algo mais abrangente e dinâmico, que não estivesse preso a um estabelecimento fixo, mas que pudesse chegar à casa da pessoa, como a internet.
           Enquanto os educadores pensavam em como aproveitar isso e fundamentavam as bases teóricas para a Educação à Distância (EaD) por meio dos meios eletrônicos – vale lembrar que cursos pelo correio já são uma realidade antiga –, a empresa americana O’Reily Media também notou que a internet estava sendo utilizada como nunca fora: mais versátil e dinâmica, com as redes sociais e wikis permitindo que pessoas de todas as partes do mundo debatessem suas ideias e trabalhassem em conjunto. A essa tecnologia, esta empresta deu o nome Web 2.0 (cunhado em 2004).
             Com a aplicação, agora, desses conceitos, aplicativos, softwares e redes no processo educativo, cunhou-se o nome Educação 2.0.
Como o avanço dos recursos tecnológicos é muito rápido, no entanto, logo surgiram novas ideias sobre uma utilização ainda mais intensa de softwares e de recursos digitais.
Imagine uma escola em que os alunos têm acesso constante a um computador ou tablet e se utilizam deles para fazer as atividades propostas pelo professor, como trabalhos, exercícios de classe e lições de casa.
             Os alunos dessa escola têm aulas de inglês que realmente lhes permitam desenvolver o idioma, e praticam isso através de videoconferências com escolas pelo mundo todo.
Conforme estes alunos se desenvolvem, eles aprendem a fazer seus programas e aplicativos, a fim de resolver problemas e fazer simulações como farão quando estiverem trabalhando em uma empresa.
             Esse quadro já está em fase de implantação em muitas escolas particulares no Brasil e já existem projetos para que ele seja levado à Escola Pública. Como ele representa ideais mais complexos que os da Educação 2.0, seguindo os modelos de nomes de softwares, batizou-se este upgrade de Educação 3.0.
            Nosso objetivo, com o blog, é prestar auxílio ao educador imerso nesse ambiente em transformação. Nosso objetivo é disponibilizar ferramentas e ideias que permitam a prática do Ensino 3.0.

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