Caros leitores, o objetivo desta postagem é lhes permitir
entender o porquê do nome de nosso Blog. Para isso, precisamos de um breve
panorama histórico sobre a educação.
Creio que a maioria de vocês passou por um processo tradicional
de ensino: ir para a escola todo dia, ouvir o que o professore tem a nos dizer,
fazer exercícios para treinar, fazer uma prova para mostrar que sabemos o
conteúdo, passar de ano e repetir tudo de novo.
Esse é o método aplicado há anos em diversas escolas e, em
muitos casos, já deu muito certo. Com o advento das redes sociais, no entanto,
alguns educadores começaram a questionar a capacidade de abrangência dos
métodos de ensino que utilizavam. Sentia-se a necessidade de algo mais
abrangente e dinâmico, que não estivesse preso a um estabelecimento fixo, mas
que pudesse chegar à casa da pessoa, como a internet.
Enquanto os educadores pensavam em como aproveitar isso e fundamentavam
as bases teóricas para a Educação à Distância (EaD) por meio dos meios
eletrônicos – vale lembrar que cursos pelo correio já são uma realidade antiga –,
a empresa americana O’Reily Media também notou que a internet estava sendo
utilizada como nunca fora: mais versátil e dinâmica, com as redes sociais e wikis permitindo que pessoas de todas as
partes do mundo debatessem suas ideias e trabalhassem em conjunto. A essa
tecnologia, esta empresta deu o nome Web 2.0 (cunhado em 2004).
Com a aplicação, agora, desses conceitos, aplicativos, softwares e redes no processo educativo,
cunhou-se o nome Educação 2.0.
Como o avanço dos recursos tecnológicos é muito rápido, no
entanto, logo surgiram novas ideias sobre uma utilização ainda mais intensa de
softwares e de recursos digitais.
Imagine uma escola em que os alunos têm acesso constante a
um computador ou tablet e se utilizam deles para fazer as atividades propostas
pelo professor, como trabalhos, exercícios de classe e lições de casa.
Os alunos dessa escola têm aulas de inglês que realmente
lhes permitam desenvolver o idioma, e praticam isso através de
videoconferências com escolas pelo mundo todo.
Conforme estes alunos se desenvolvem, eles aprendem a fazer
seus programas e aplicativos, a fim de resolver problemas e fazer simulações
como farão quando estiverem trabalhando em uma empresa.
Esse quadro já está em fase de implantação em muitas escolas
particulares no Brasil e já existem projetos para que ele seja levado à Escola
Pública. Como ele representa ideais mais complexos que os da Educação 2.0, seguindo
os modelos de nomes de softwares,
batizou-se este upgrade de Educação 3.0.
Nosso objetivo, com o blog, é prestar auxílio ao educador
imerso nesse ambiente em transformação. Nosso objetivo é disponibilizar
ferramentas e ideias que permitam a prática do Ensino 3.0.
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